quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A verdade é que...


                                      Ando tão triste que nem mesmo escrever tenho tido vontade.

Diálogo da Amanda e do Pedro. (Mulher invisível - Último episódio)

- Oi...
- Oi. Vim te ver.
- Como você sabia que eu iria aparecer?
- Não foi você que disse que todo homem que perde um amor sonha com você?
- Disse.
- Pois é. A diferença é que o amor que eu perdi é você também.
- Mas é só você acreditar em mim de novo que eu volto correndo.
- Eu não consigo parar de acreditar em você.
 " Vamos ficar juntos e felizes pra sempre"
Mas e os outros homens que sonham com você?
- Eles não acreditam em mim como você. Eles me imaginam por consolo, por desespero, mas quando descobrem que eu não existo... Todos voltam para os seus amores reais.
- Talvez eles tenham razão.
- Não, Pedro. Por que você vai se arriscar por uma mulher real que um dia pode te abandonar?
- Porque pra amar de verdade, você não pode ter certeza de que vai ser amado.
- Eu te amo, de verdade.
- Tá vendo, Amanda? Eu não te amo mais. Eu só amo o amor que você sente por mim.
- Pedro, você perdeu a sua aliança de casamento. Eu não vou mais precisar da minha. Eu vou sentir saudades.

Diálogo da Clarice e do Pedro. (Mulher invisível - Último episódio)



-Você não consegue ser feliz só comigo?
- Não sei. Eu tenho medo.
- De quê?
- Não sei, Clarice. Medo de perder você.
- E aí você vai procurar a Amanda?
- E o que tem?
- Você quer manter a Amanda a sua disposição como uma boia salva vidas caso dê alguma coisa errada em nosso casamento.
- Um homem prevenido vale por dois.
- Pra gostar de alguém é preciso correr riscos. O amor é um salto tríplice, sem rede. É igual a uma viagem que quando a gente chega... A gente queima os navios pra nunca mais voltar. É difícil me amar de verdade com tanto medo de se machucar.
- Ninguém gosta de sofrer.
- Você também pode deixar de gostar de mim.
- Mas eu sei que isso nunca vai acontecer.
- Mas não tenho como saber. É preciso de dois pra se apaixonar, mas pra separar... Basta um.
- Você vai ficar triste comigo se eu for procurar à Amanda?
- Eu vou ficar te esperando, né Pedro? Eu não tenho escolha, eu não tenho nenhuma Amanda pra procurar. Quando eu fico triste com a gente, eu fico triste com a gente. Aí eu tento resolver. Deixo a tristeza passar. E penso em tudo de bom que existe entre a gente.
- Eu queria ter certeza que o amor da gente nunca vai acabar.
- Isso parece bom, Pedro, mas na verdade não é. É como se a gente obrigasse o outro a amar.
- Eu queria poder obrigar à você gostar de mim.
- Pra gente amar de verdade a gente não pode ter certeza de que vai ser amado.
(...) Não tem problema. Eu sou apaixonada por você, Pedro. E não pelo amor que você sente por mim.

                                          Carta de Abelardo para Heloísa. Século XII.


"Fujo para longe de ti, evitando-te como a um inimigo, mas incessantemente te procuro em meu pensamento. Trago tua imagem em minha memória e assim me traio e contradigo."



sábado, 17 de dezembro de 2011

Foda.



O foda é que não sei te deixar sair de mim. O foda é que não sei te deixar.
Foda é que eu te amo.

Xeque-mate.

Como se o mundo tivesse parado, o tempo deixado de existir, eu parei. Não somente parei de seguir, mas de acreditar, de querer, de sonhar. Sei que talvez isso seja algo corriqueiro que acontece com todos os corações partidos - mas o meu, não há super bonder que cole; não há Merthiolate que cicatrize. Tenho esperado por dias, perdido noites... Mas não tenho chorado muito. Me blindei de mágoas,ainda que sem querer. Tenho fugido de todos os lugares onde posso encontrá-lo, ainda que seja bem pior. De toda forma, tenho tentado não sofrer, não chorar, não me magoar - fugindo como criança que tem medo do bicho papão. Evitando pensar no passado como se as lembranças tivessem sido apagadas. Esperando como um cão fiel espera por seu dono. Relutando contra todos esses sentimentos que consomem a alma, o coração, os pensamentos como um louco contra sua camisa de força. Guardei-me em uma caixa com teto de vidro e não estarei pronta quando tudo desmoronar (ainda mais). Vai doer, vai sangrar, vou me machucar - Por que raios eu insisto em adiar a dor? Se é tão certa quanto uma álgebra. Lhe perdi e não quero aceitar. Ainda hoje, depois de dias, recebi uma mensagem dele - duas frases e, nada calorosas, por mais que eu mantenha meu coração no lugar ao dizer sempre "ele não te ama mais, entenda", meu coração pulsou de maneira tão intensa que se não estivesse parada, deitada e sonolenta, não cogitaria estar em uma maratona. Corri para cá, como se palavras fossem amenizar o vazio, o tumulto, a confusão que dentro de mim permanece. Como se as palavras um dia, pudessem de fato, expressar um terço dessa dor que sinto. Tentativa inválida, assim como todas as outras que são relacionadas à ele. Tentativas... Todas inúteis. Xeque-mate.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

As horas continuam sem passar, eu ainda espero.


Não há nada que mude tudo isso aqui dentro. Os pensamentos, a confusão, a dor, os sentimentos.
Sinto-me sem chão e não digo por dizer, mas por ter consciência plena disso. Ontem eu sai com o pessoal e me senti fora de casa. Senti que meu lugar não era ali, não é aqui. Pessoas e seus mais variados intuitos. Convivências diferentes. Sonhos divergentes. Tudo estranho. Tudo tão longe (de mim).
A verdade é que as coisas não andavam nada bem, mas não precisava ter um fim. Eu não esperava o fim. De repente, me vi sem lugar, sem direção, sem ninguém - Me vi sozinha. E agora, agora eu não consigo ir adiante. Estagnada fico a olhar o que ficou pra trás e lhe vejo sumir diante dos meus sonhos, da minha vida, diante de mim. Ele se foi, mas eu quis que ficasse.
O problema é que está tudo errado. O problema é que eu lhe amo... Lhe amo tanto, que esqueci de me amar.


I think that.


I'm feel I'm gonna fade away.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pois é.

"Uma das vantagens de se viver no século 21, neste pedaço do planeta em que homens e mulheres são relativamente livres, é poder andar por aí e descobrir, depois de muitas tentativas e alguns erros, uma chave que combina melhor com a sua porta – um corpo, uma voz e um desejo que parecem ter sido feitos para você. Quando isso acontecer, avise. Quando ouvir a mensagem, acredite. A felicidade não é permanente, mas existe." Ivan Martins.


Aconteceu. Acreditei. Acabou. Sim, existiu. =(




terça-feira, 13 de dezembro de 2011


Why?

Ontem percebi que te espero voltar... Não caiu a ficha que não seremos mais dois e sim, um eu e um você, assim, separados.


Bota na cabeça, Ohanna: Acabou. Por mais que doa.

"Em todo caso eu digo que ficarei aqui neste mesmo lugar."

Weak.

"- Às vezes sinto falta de mim.
- Eu também.
- Sente falta de si?
- Não, de você. E dói.
[Silêncio]
- Me abraça?
- Sempre."


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

I need you because I love you.




Fato.




Eu ainda me pego defendendo e melhorando suas atitudes.

Sadness


Nada muda aqui dentro.
Inércia.
Tudo escuro, pétreo, sombrio.

Waiting for forever.


Sinto-me confusa. Não sei se sinto raiva, se amo, se permito, se insisto. Não sei o que fazer, nem mesmo onde ficar. Já não há lugar pra mim.
Não posso culpá-lo por deixar de me amar, mas posso chatear pela forma como foi embora.Pela forma em que me deixou sozinha em um barco onde o destino é o naufrágio.
Ontem, repensei no que pude ter falhado. Falhei sim, muitas vezes. Quis prendê-lo para virar nó e como disse Caio Fernando: "Quando se vira nó, já deixou de ser laço."
Ironia não? Quis tanto tê-lo, conservar, multiplicar... E acabei perdendo-o, estragando, dividindo... Diminuindo.
Dói esse silencio de palavras. Essa ausência de carinho, de aconchego. Mas não posso me fazer presente, não forçarei vínculos... Não quero que apodreça.
Enquanto isso, observo de longe, aspiro de longe - Espero. Que os dias te façam bem, meu amor. Pois à mim, eu sei, não fazem.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Não há o que dizer... Além da palavra: Dor.


Hoje já é o terceiro dia em que as horas não fazem sentido. Em que as noites não são silenciosas, mas escandalosas. Gritam coisas que machucam, fazem meu coração sangrar. Eu abri meus olhos e o primeiro pensamento do dia foi ele.
Eu não consigo perder o hábito de procurá-lo. Está tão difícil manter os "eu te amos", que outrora saiam tão leves, tão livres, tão oportunos, dentro de mim. Como é difícil não pensar, não querer, me desapegar.
Sinto-me uma criança que está prestes a dar os primeiros passos... Eu não sei mais caminhar, não sei mais ser sem ele. Já ele, caminha tão bem, vive tão bem. Não vejo dificuldades e limites para aquelas pernas, braços, cabeça, tronco... Ele parece mesmo querer ir. E eu, vejo-o indo para longe, transfigurada, não digo nada... Só observo. E dói, dói, dói.

Um dia dez inesperado.

Ontem não foi um dia fácil, afinal de contas, completaríamos um ano e cinco meses... Mas não só por isso. Ontem, me recolhi - estava no carro - e pela primeira vez pude perceber que a cada toque do vento em meu rosto é ele que vejo. E doeu. Doeu saber que não posso mais, que não devo mais, que ele não está mais comigo.

Ratificações à mim.




Eu preciso de alguma forma colocar tudo o que sinto, o que penso e todas as coisas que tenho vontade de dizer pra fora. E é por esse motivo que fiz esse blog. Talvez seja uma terapia ou a única forma de eternizar cada passo, cada palavra, cada cheiro, cada vontade, cada dor... "Cada" em totalidades.
Essa é a forma de eu me manter viva; mantê-lo vivo; manter intacto tudo o que se passa do lado de dentro de mim.