Sinto-me confusa. Não sei se sinto raiva, se amo, se permito, se insisto. Não sei o que fazer, nem mesmo onde ficar. Já não há lugar pra mim.
Não posso culpá-lo por deixar de me amar, mas posso chatear pela forma como foi embora.Pela forma em que me deixou sozinha em um barco onde o destino é o naufrágio.
Ontem, repensei no que pude ter falhado. Falhei sim, muitas vezes. Quis prendê-lo para virar nó e como disse Caio Fernando: "Quando se vira nó, já deixou de ser laço."
Ironia não? Quis tanto tê-lo, conservar, multiplicar... E acabei perdendo-o, estragando, dividindo... Diminuindo.
Dói esse silencio de palavras. Essa ausência de carinho, de aconchego. Mas não posso me fazer presente, não forçarei vínculos... Não quero que apodreça.
Enquanto isso, observo de longe, aspiro de longe - Espero. Que os dias te façam bem, meu amor. Pois à mim, eu sei, não fazem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário