Hoje já é o terceiro dia em que as horas não fazem sentido. Em que as noites não são silenciosas, mas escandalosas. Gritam coisas que machucam, fazem meu coração sangrar. Eu abri meus olhos e o primeiro pensamento do dia foi ele.
Eu não consigo perder o hábito de procurá-lo. Está tão difícil manter os "eu te amos", que outrora saiam tão leves, tão livres, tão oportunos, dentro de mim. Como é difícil não pensar, não querer, me desapegar.
Sinto-me uma criança que está prestes a dar os primeiros passos... Eu não sei mais caminhar, não sei mais ser sem ele. Já ele, caminha tão bem, vive tão bem. Não vejo dificuldades e limites para aquelas pernas, braços, cabeça, tronco... Ele parece mesmo querer ir. E eu, vejo-o indo para longe, transfigurada, não digo nada... Só observo. E dói, dói, dói.
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