-Você não consegue ser feliz só comigo?
- Não sei. Eu tenho medo.
- De quê?
- Não sei, Clarice. Medo de perder você.
- E aí você vai procurar a Amanda?
- E o que tem?
- Você quer manter a Amanda a sua disposição como uma boia salva vidas caso dê alguma coisa errada em nosso casamento.
- Um homem prevenido vale por dois.
- Pra gostar de alguém é preciso correr riscos. O amor é um salto tríplice, sem rede. É igual a uma viagem que quando a gente chega... A gente queima os navios pra nunca mais voltar. É difícil me amar de verdade com tanto medo de se machucar.
- Ninguém gosta de sofrer.
- Você também pode deixar de gostar de mim.
- Mas eu sei que isso nunca vai acontecer.
- Mas não tenho como saber. É preciso de dois pra se apaixonar, mas pra separar... Basta um.
- Você vai ficar triste comigo se eu for procurar à Amanda?
- Eu vou ficar te esperando, né Pedro? Eu não tenho escolha, eu não tenho nenhuma Amanda pra procurar. Quando eu fico triste com a gente, eu fico triste com a gente. Aí eu tento resolver. Deixo a tristeza passar. E penso em tudo de bom que existe entre a gente.
- Eu queria ter certeza que o amor da gente nunca vai acabar.
- Isso parece bom, Pedro, mas na verdade não é. É como se a gente obrigasse o outro a amar.
- Eu queria poder obrigar à você gostar de mim.
- Pra gente amar de verdade a gente não pode ter certeza de que vai ser amado.
(...) Não tem problema. Eu sou apaixonada por você, Pedro. E não pelo amor que você sente por mim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário